Neste
início de dezembro, não há como ficar insensível
ao sofrimento vivido pelos nossos irmãos catarinenses, diante
da tragédia que causou tantas vítimas, dores e danos.
Nós que já trabalhamos com situações
críticas, de grandes catástrofes, sabemos que muito
precisa ser feito para prestar a assistência necessária
às vítimas, assim como conhecemos as imensas dificuldades
enfrentadas pelos órgãos públicos na realização
desse tipo de atendimento. Uma representante do 4 Estações
esteve em Belém do Pará, no último dia 26 de
novembro, para uma palestra no IV DEFENCIL – IV Seminário
Internacional da Defesa Civil, e teve oportunidade de participar
de uma breve reunião com representantes de Santa Catarina
que lá estavam e relataram dificuldades de acesso e da escassez
de recursos no socorro às vítimas. Sabemos que a Defesa
Civil do Estado de Santa Catarina tem relação próxima
com o CRP da região e, esperamos que consigam realizar um
trabalho em conjunto. A população não afetada
pela tragédia, por sua vez, também pode ajudar. Pode-se
enviar auxílio financeiro e doações diversas
(veja quadro abaixo).
Dia
1º de dezembro é o Dia Mundial da Luta contra a AIDS.
Aproveitamos a oportunidade para apresentar o resumo de dissertação
de mestrado da psicóloga Tânia Regina Corrêa
Souza, coordenadora do Atendimento Domiciliar Terapêutico
e Paliativo do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids-SP.
Na
seção entrevista, apresentamos o psicólogo
Márcio Gagliato, representante da ONG americana CARE, que
vive e trabalha no Quênia. Gagliato tem uma experiência
de destaque em outros países, no cuidado aos trabalhadores
em situações de emergência.
Estivemos
no Workshop “Fortalecendo a resiliência familiar:
facilitando a recuperação e o crescimento em situações
de crise, trauma e adversidade”, nos dias 14 e 15 de novembro,
em Londrina, PR. Promovido pelo departamento de Pós-Graduação
do Centro Educacional Evangélico ISBL, contou com a presença
da psicóloga e assistente social Froma Walsh, da Universidade
de Chicago. Durante o evento, tiveram destaque os seguintes temas:
fortalecimento da resiliência familiar; importância
dos vínculos com animais de estimação; facilitação
do enfrentamento de situações de luto complicado,
famílias em situações de multi-stress e espiritualidade.
Foi enriquecedor e gratificante voltar a encontrar esta profissional
que muito tem estudado e contribuído para este campo do
conhecimento.
Ainda
em novembro, no dia 25, participamos do I Simpósio Brasileiro
de Eventos Adversos em Medicina, SAFETY 2008, no Rio de Janeiro.
Na ocasião, tivemos oportunidade de apresentar a experiência
sobre intervenções em emergências, para uma
platéia atenta e interessada. A inserção
da Psicologia em eventos desse gênero vem nos mostrar que
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estamos na direção correta, quando buscamos interlocutores
nos diferentes campos do saber, que tenham atenção
por temas complexos com os quais podemos trocar.
Gostaríamos
de destacar nesta edição, o trabalho de uma ex-aluna
do 4 Estações, a médica Adriana Thomaz, que
teve trabalho aceito para apresentação no III Congresso
Internacional de Cuidados Paliativos, realizado na última
semana de novembro, em Brasília. O estudo intitulado “Educação
nos Temas Ligados ao Fim da Vida e aos Cuidados Paliativos no Contexto
Hospitalar”, está baseado no projeto GIRASoHL, que
tem como objeto de estudo a atenção a pacientes em
estágio terminal, suas famílias e cuidadores, além
da Equipe de Saúde. Adriana busca combinar perspectivas das
ciências sociais e do voluntariado, com objetivo de educar
e formar novos educadores para compreender que o estágio
terminal da doença é uma situação complexa
que ultrapassa o limite do simplesmente biológico. Do ponto
de vista do paciente há necessidade de inclusão de
todas as dimensões da sua subjetividade – psíquicas,
familiares, culturais e sociais –, o que é mais grave
quando envolve pessoas carentes de recursos sócio-econômicos,
caso da população atendida na maioria dos hospitais
públicos no Brasil. O projeto tem como objetivo compreender
as representações sociais e emocionais dos pacientes
frente à expectativa da morte e aplicar a experiência
de cuidados paliativos complementares aos oferecidos no hospital,
promovendo a humanização da atenção
a pacientes terminais, suas famílias e profissionais de saúde
que trabalham nesse campo. São utilizadas as técnicas
de visitas e de observação participante. Os pacientes
são acompanhados semanalmente, muitas vezes diariamente,
pelos voluntários já treinados nos modelos descritos
anteriormente. São oferecidos ainda, Grupos de acolhimento
para os familiares enlutados e Grupos de Apoio dirigidos aos profissionais
de saúde. Informações adicionais pode podem
ser obtidas no link http://cuidadostotaisaofimdavida.blogspot.com
ou por e-mail: adriana.thomaz@gmail.com
Nós,
do 4 Estações, ficamos muito felizes em ver que nossos
alunos têm possibilitado acrescentar ao seu trabalho novas
formas de atuação que servem para trazer à
realidade brasileira alternativas de cuidados com qualidade e sensibilidade.
Aguardamos nossos ex-alunos no encontro dia 13, que será
para nós, motivo de grande alegria.
Gabriela
Casellato,
Luciana Mazorra,
Maria Helena Franco,
Valéria Tinoco
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