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13/12.
Encontro
de ex- alunos do 4 Estações,
das 9h00 às 19h00. O
evento é uma iniciativa do 4 Estações
Instituto de Psicologia para comemorar seus
10 anos de existência. A intenção
é congregar e propiciar a troca de experiências
entre os alunos que se formaram em nossa instituição.
Os ex-alunos que desejarem apresentar trabalhos
devem enviar resumos até dia
05/12, impreterivelmente. Destes serão
selecionadas 12 (doze) apresentações,
com o objetivo de refletir sobre a prática
na área de intervenções
em luto, avaliações, resultados,
caminhos e limites. A seleção
será realizada pela comissão organizadora.
Instruções para preparação
dos resumos: Os resumos devem ser em
português. Título em letras maiúsculas,
seguido do nome dos autores, departamento, Instituição
e estado onde a intervenção foi
realizada. Usar negrito apenas nas palavras
Objetivo, Método, Resultados e Conclusão.
Número total de caracteres com espaços
= 2500. Envio somente on-line. Cada inscrito
poderá apresentar até dois trabalhos
como primeiro autor. Como co-autor, não
há limite. Local: Espaço
NGR, Rua Abílio Soares, 607, Paraíso,
telefone: 3884-4455. Convênio com estacionamento
Estapar próximo ao local (Rua Sampaio
Viana, 425). Não será cobrada
taxa de inscrição. Vagas limitadas.
Informações e inscrições
até 05/12/08. |
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Novidade para
2009. Você quer saber
mais sobre a Teoria de Apego de John Bowlby
no contexto psicoterapêutico? Em 2009,
você terá esta oportunidade. Fique
alerta. Em breve, mais informações
no site. |
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À
equipe do 4 Estações,
Estava
sentindo falta de receber notícias
desse trabalho maravilhoso que vocês
realizam! O curso que fiz com vocês
sobre atendimento em situações
de emergência está me valendo
muito, tanto em meu trabalho quanto na minha
vida pessoal. Recentemente, enquanto estava
fazendo um passeio com amigos, presenciei
um acidente envolvendo uma família
com três crianças e me senti
confiante em agir prontamente, lembrando de
tudo o que aprendi com vocês. Foi gratificante
ajudá-los em um momento tão
difícil. Percebi que minha participação
contribuiu para facilitar um pouco o socorro
naquele momento de tanta tensão. As
pessoas à volta ficaram paralisadas,
não sabiam o que fazer e quando me
viram tomando algumas providências,
se mobilizaram e começaram a ajudar
também. Depois que tudo passou, fiquei
com a sensação boa de que é
possível amenizar a dor das pessoas
em situações tão difíceis.
Se precisarem de mim, estou e estarei sempre
à sua disposição.
Regina de Oliveira Fernandes
Psicóloga Clínica
CRP 06/88894
Obrigada
por sua carta, Regina. Ficamos felizes em
saber que nosso conhecimento foi útil
para você, que pode entender essa perspectiva
de atuação e praticá-la
com qualidade.
Um abraço da equipe do 4 Estações |
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Queridas professoras
e amigas,
Já
com muita estrada percorrida na prática
da Psicologia Clínica, no Rio de Janeiro,
cheguei ao 4 Estações alguns
anos atrás, buscando ampliar a perspectiva
do meu olhar para o paciente oncológico,
sujeito a tantas e tantas perdas. Encontrei
o que procurava e muito mais. Entrei em contato
com uma grande mestra, Maria Helena Pereira
Franco, que em pouco tempo passou a ser a
Lelê, e com três discípulas,
minhas mestras também, Gabriela (Gabi)
Casellato, Luciana (Lu) Mazorra e Valéria
(Val) Tinoco, formando um quarteto homogêneo
na seriedade profissional e na postura humana.
Qualidades indissociáveis, fundamentais,
para quem arrisca aproximação
com pessoas em sofrimento, assim eu aprendi.
Com vocês, aprimorei meus conhecimentos,
estudando, participando de Cursos, Jornadas,
Simpósios, Encontros Internacionais,
tendo a oportunidade de conhecer “ao
vivo” Parkes e outros expoentes da área
de Luto, vindos de vários países
e de várias regiões do Brasil.
Com vocês, revivi minhas próprias
dores, meus lutos que supunha resolvidos,
chorei, ri, compartilhei afetos, sentimentos
(e lanches caprichados! ), e me aprimorei
mais ainda. Teoria e vida, de fato indissociáveis,
me capacitaram com mais consistência.
Ao receber o convite para o Reencontro de
Ex-alunos do 4 Estações, foi
nisso tudo que pensei. Há muito que
comemorar quando se percorre 10 anos de uma
caminhada pioneira a partir da qual tantos
novos caminhos se abriram (o meu é
apenas um deles) em tantos cantos do nosso
país. Gostaria muito de estar presente
nesse Reencontro! Como tenho na mesma data
um compromisso inadiável no Rio, essa
cartinha é o meu abraço muito
especial pra Lelê, pra Gabi, pra Lu
e pra Val e pra todas as pessoas queridas
que vocês me levaram a encontrar. Uma
bela comemoração para todos!
Muitos beijos
Frida Rumen
Obrigada
por sua carta, cara Frida, Lamentamos muito
que você não possa estar conosco
nas comemorações e no encontro
de ex-alunos. Essa é exatamente a situação
que buscamos, para rever quem esteve conosco
nestes 10 anos e para compartilhar experiências.
Você nos contou um pouco em sua carta
e esperamos poder revê-la em breve.
Um grande abraço de toda equipe.
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Nota
Todas
as cartas recebidas serão respondidas.
Acompanhem nas próximas edições. |
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Marília
Tannure, estagiária do 4 Estações
Instituto de Psicologia:
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| “No
primeiro semestre de 2007, escolhi e freqüentei
a disciplina eletiva " Morte e Luto
" , na Faculdade de Psicologia, PUC-SP.
Considerava o tema essencial para quem
quer ser psicólogo. Gostei tanto
da área que, vencidos os seis meses
do curso, manifestei meu interesse em
estagiar no 4 Estações,
e entre minhas funções,
agora sou monitora do curso de aprimoramento
/especialização em luto
, com um ano e meio de duração.
Neste tempo, aprendi muito sobre apego,
luto, morte – na teoria e na prática
e agora que estou no 4º ano da faculdade,
esses conhecimentos vão me ajudar
muito no preparo do TCC ”. |
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DANIEL
E LETÍCIA: FALANDO SOBRE AIDS
No livro Daniel e Letícia: falando sobre Aids
(2004), duas histórias são apresentadas
separadamente. A primeira é sobre Daniel, um
menino infectado pelo vírus HIV, que tenta
entender as diferenças e semelhanças
entre as crianças que apresentam o vírus,
e as que não são afetadas por ele. Letícia,
personagem da outra história, é uma
criança que quer saber o que é aids.
Junto com seus colegas de escola, ela procura descobrir
tudo sobre a doença. E neste momento surge
Daniel, para explicar e compartilhar o que sabe com
os demais. |
| O
livro, escrito em linguagem adequada à
criança, conta a
mesma história a partir de dois pontos
de vista. Produção: Casa de Apoio
Siloé e Grupo de Incentivo à Vida
(GIV). Editora Ave-Maria (www.avemaria.com.br). |
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| Para
esta edição entrevistamos
o psicólogo Márcio
Gagliato, representante da ONG americana
CARE. Abaixo ele compartilha
conosco sua experiência no cuidado
a trabalhadores em situação
de emergência.
4E: Como foi que surgiu
seu interesse por trabalhar em situações
críticas?
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| MG:
Pra falar a verdade, eu não sei muito
bem. Mas sei que tem raízes na minha
infância. Fui escoteiro dos 6 anos aos
18. Por volta dos 14 anos de idade, me tornei
socorrista oficial durante os acampamentos.
Eu adorava essa tarefa, lia tudo o que era possível
sobre primeiros socorros e emergência.
Isso deixou marcas expressivas na minha personalidade,
cheguei até a pensar em me tornar bombeiro.
Anos mais tarde, antes de ingressar na faculdade,
li uma reportagem numa revista que me fascinou,
era sobre uma psicóloga que trabalhava
em zonas de guerra, a matéria trazia
uma foto dela em sua zona de trabalho, cercado
de segurança e barreiras. Fiquei fascinado
com a história e o trabalho daquela psicóloga.
Na época nem passava pela minha cabeça
me tornar psicólogo. Por incrível
que pareça, eu a conheci no Timor-Leste
dez anos depois, por acaso. Quando entrei na
faculdade de psicologia, esse sentimento foi
tomando cor e forma, fui amadurecendo e adquirindo
um novo vocabulário, assim como postura
ética, responsabilidade social e posicionamento
político. Tomei a iniciativa junto com
outros colegas estudantes de criar projetos
relacionados a questões sociais, tentando
levar a psicologia para os bolsões de
pobreza da cidade de São Paulo e trazer
essa realidade para a sala de aula também.
Essa experiência me levou a lidar diretamente
com a violência nas favelas, conviver
com as famílias, conhecer suas redes
e vulnerabilidade social. Foi minha segunda
sala de aula, uma cadeira acadêmica muito
especial e vital. Conheci violências de
todos os tipos e formas. Foi uma escola da vida
para mim, interrompida de maneira traumática,
da noite para o dia. O chefe do tráfico
local impediu nosso trabalho com ameaças
de morte. O projeto acabou. Os lugares que conheci,
histórias e experiências delinearam
meu interesse e o sentido de vida do meu atual
trabalho.
4E:
Você pode contar um pouco de suas atuações
anteriores?
MG:
Poderia falar de várias, mas as atuações
que me vêm à mente e que estão
próximas ao que faço hoje foram
duas: uma de cuidados ao cuidador e outra de
psicologia transcultural época em que
trabalhei em Timor-Leste. Por seis meses, entre
2004 e 2005, trabalhei nos projetos de saúde
mental do Ministério da Saúde
do Timor-Leste. Trabalhava nas remotas aldeias
na ilha de Atauro treinando agentes locais e
ao mesmo tempo coordenando uma pesquisa sobre
prevalência de doenças mentais.
Foi minha primeira experiência no campo
da psicologia transcultural. Uma ilha com cerca
de oito mil habitantes sem nenhuma infraestrutura
(energia elétrica, água encanada,
estradas). Um povo com três dialetos diferentes,
com rituais e normas sociais tribais –
come-se o que se planta, caça ou pesca.
Imagine o que é chegar num lugar desse
com as psicologias que temos? Imagina o que
é falar num lugar desses, por exemplo,
sobre saúde ou doença mental?
Foi um trabalho de riscos e desafios logísticos
e culturais, mas também extremamente
rico e que contribuiu para ampliar nossos conhecimentos.
A outra atuação que merece destaque
foi o trabalho realizado com os agentes do Programa
da Saúde da Familia (PSF) numa UBS da
periferia de São Paulo. Coordenava encontros
de grupos semanais com as equipes do PSF para
dar suporte psicológico. Foi um trabalho
maravilhoso poder escutar e legitimar as experiências
dos cuidadores, afinal, quem cuida dos que cuidam?
Legitimar um fórum de escuta fez o trabalho
deles adquirir novos significados. Com esse
trabalho pude ver a absoluta importância
desses espaços e como eles podem trazer
contribuições muito concretas.
4E:
Atualmente, quais são suas atribuições?
MG:
Hoje estou trabalhando para uma agência
humanitária internacional chamada CARE
International (www.care.org). Uma das cinco
maiores agências humanitárias do
mundo e que está presente em mais de
50 países com cerca de 15 mil funcionários
locais e internacionas. Uma agência grande
e forte, com enormes contradições
intrínsecas como qualquer outra. Trabalho
na sede regional da organização.
Estou morando no Quênia, mas trabalho
para a região central e leste da África,
que inclui 9 paises, entre eles, DRC, Sudão
e Somália os mais críticos. Sou
o responsável pelo suporte psicossocial
aos trabalhadores da agência que estão
na linha de frente do trabalho. Cuido dos que
cuidam. Não trabalho diretamente com
a população. Descobri que são
raros os profissionais estrangeiros que o fazem,
justamente pelos limites da língua e
cultura. Trabalho com os que trabalham com as
populações nos mais diversos projetos,
desde distribuição de comida a
campos e vilarejos famintos até projetos
de fortalecimento social de mulheres. Os desafios,
como podem imaginar, são inúmeros.
É um exercício pessoal e diário
lidar com a impotência e com a dura realidade.
Somália, DRC e Sudão vivem as
situações mais complexas, o ambiente
de trabalho é de altíssimo risco,
logo de altíssimo stress. Na Somália,
onde ultimamente tenho passado mais tempo, a
vulnerabilidade é total, não existe
Estado, e as milícias religiosas extremistas
tomaram conta do local. Comida e água,
bens essenciais, são escassos. É
um lugar onde pessoas morrem pela mais absurda
e imoral razão, a de falta de comida.
É muito doloroso ver que ultimamente
a Somália voltou ao noticiário
somente devido aos piratas que tem atacado navios
internacionais. É um show de horror.
A insegurança nessas regiões é
extrema, temos colegas de trabalho na Somália
que encontram-se sob poder de sequestradores,
há assassinatos no Sudão e insegurança
geral no Congo. Estive em Hargeisa tempos atrás,
norte da Somália, semana depois três
carros bombas explodiram na cidade matando mais
de 100 pessoas. Durante a semana que passei
em Hargeisa, alguns me procuraram dizendo: Doutor,
toda vez que fecho meus olhos e escuto qualquer
barulho, penso que é tiro. Ou ainda:
estou aqui por um golpe de sorte, uma bala vinha
em minha direção, e alguém
que por acaso passou na minha frente naquele
exato momento, levou o tiro e morreu no meu
lugar. Agora vivo com medo em qualquer ambiente
público, o que eu faço? Esses
trabalhadores vêem o que ninguém
quer ver, e fazem o que ninguém quer
fazer, Enfim, esse é meu cenário
de trabalho e intervenção.
4E:
Como lidar com o trauma e estresse a que essas
pessoas estão expostas? Ainda mais sendo
de culturas tão diferentes das quais
as psicologias foram fundadas?
MG:
Não existe resposta fácil para
isso. Porém temos instrumentos muito
bons como a presença, a escuta e o afeto.
Esses instrumentos não são méritos
da psicologia, mas ela contribuiu oferecendo
suporte metodológico. Esses são
os pilares fundamentais do meu trabalho, além
da esperança, o que muitas vezes não
é fácil de se ter. Ultimamente,
tenho percebido com mais clareza um ponto que
gostaria de explorar futuramente no ambiente
acadêmico, o cinismo como sintoma dos
trabalhadores humanitários, muito deles
fazem o que fazem mas não acreditam,
como se aquele automatismo de uma pessoa que
trabalha numa linha de produção
de uma indústria de carros, também
estivesse de alguma maneira nos trabalhadores
humanitários. É uma forma sutil
de uma estética da violência de
conseqüências desastrosas. Perdem
a esperança, ou ainda, muitos nunca a
tiveram (como ouvi várias vezes). Seria
isso resultado do sofrimento ao qual estão
expostos? Ou resultado da presença da
ideologia do norte incorporada nas agências?
Isso é trabalho da psicologia e do psicólogo.
4E:
Em quê sua formação como
psicólogo ajudou para o trabalho que
faz ?
MG:
Acho que as agências humanitárias
possuem uma tecnologia fantástica no
combate à pobreza. Possuem dinheiro ou
tecnologia para isso. Eles têm os mais
variados tipos de consultores, nos mais variados
temas de altíssima competência.
Mas acho que o recorte que a psicologia me deu,
é muito único, e por isso traz
uma contribuição muito exclusiva.
Prestamos atenção na fala silenciosa,
no não dito das pessoas e dos ambientes,
pensamos o sentido das coisas, os processos,
a subjetividade, os conceitos no fundo dos atos,
ouvimos e legitimamos o sofrimento psíquico
e social de uma maneira diferente, especial.
Minha organização tem como lema
o combate à pobreza, um psicólogo
logo reage e se pergunta, mas de qual conceito
de pobreza estamos falando? Psicologia com certeza
não é como costumam imaginar,
trabalho clinico pra tratar de pessoas com problemas
mentais. É muito mais além.
4E:
Um briefing de seu histórico profissional
Marcio
Gagliato, 28 anos – Psicólogo e
mestre em Psicologia Social pela PUC-SP. Foi
Professor Universitário no Brasil, atualmente
trabalha na CARE international, na região
Central e Leste da África como Consultor
para Suporte Psicossocial (Psychossocial Support
Advisor). Faz parte do fellowship program do
Centro de Estudos em Direitos Humanos da Columbia
University (NY). É coordenador regional
da da Third Milenium Foundation nas Américas.
E-mail para contato: marcioscj@gmail.com |
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| ASPECTOS
PSICOSSOCIAIS DA AIDS
ENFRENTANDO
PERDAS... RESSIGNIFICANDO A VIDA
Tânia Regina Correa Souza
tania@crt.saude.sp.gov.br
Durante
nossa vida, enfrentamos situações
de separações, perdas e
lutos, que podem ou não estar vinculadas
à morte. Em doenças crônicas
como a aids, o processo de adoecimento
é complexo, cercado de preconceitos
e de eventos estressantes, onde as perdas
ganham grandes |
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proporções e comprometem a vida
dos indivíduos. Este estudo, apresentado
como dissertação de mestrado
no Instituto de Saúde vinculado à
Secretaria de Estado da Saúde, teve por
objetivo identificar e descrever as perdas vivenciadas
pelos pacientes com HIV/aids, nos períodos
identificados como estressantes. O trabalho,
de abordagem qualitativa, foi realizado sob
orientação da Prof. Maria Cezira
Nogueira Martins. Foi utilizado como instrumento
a entrevista gravada, do tipo semi-estruturada.
A amostra foi constituída por 12 sujeitos,
com idade entre 30-50 anos, usuários
do CRT DST/AIDS - SP, em terapia anti-retroviral.
O material obtido foi transcrito e submetido
à análise temática, que
permitiu o estabelecimento de duas grandes categorias:
a das perdas e a da reorganização
da vida. A primeira descreve os aspectos psicossociais
na trajetória da doença, destacando-se
as fases de: perda da imortalidade, identidade,
saúde e esperança. Estas trouxeram
perdas secundárias e afetaram as várias
esferas da vida do sujeito (afetiva, familiar,
sexual, social e profissional). A categoria
reorganização da vida revelou
que os sujeitos elaboraram essas perdas e ressignificaram
suas vidas, utilizando diferentes figuras de
apego: religião, família e profissionais
de saúde. Os resultados mostram a necessidade
de priorizar a política de humanização,
desenvolver estratégias seguras para
diminuir o sofrimento psíquico dos pacientes
nos momentos de crise e auxiliar na elaboração
das perdas, construção de uma
nova identidade e reorganização
da vida. Apontam também que o sofrimento
dos pacientes decorre não apenas de perdas
físicas, mas, sobretudo de perdas sociais
e emocionais. Os serviços especializados
e profissionais de saúde devem estar
estruturados para lidarem com os diversos momentos
da aids na vida de seus pacientes, facilitando
o processo de transformação. |
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DIA
MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS
Em
1987, a Assembléia Mundial
de Saúde, com apoio da Organização
das Nações Unidas,
elegeu o dia 1º de dezembro
como Dia Mundial de Luta Contra
a Aids. A data foi criada para reforçar
a solidariedade e a compaixão
para com as pessoas infectadas pelo
HIV. Desde então, todo ano,
o Programa das Nações
Unidas para Aids (Unaids) define |
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| um
tema, com base no grupo social mais
atingido pela epidemia, e traça
estratégias para uma campanha
de sensibilização da
opinião pública nesta
data. No Brasil, a data passou a ser
adotada desde 1988, a partir de uma
portaria assinada pelo Ministro da
Saúde que, seguindo o exemplo
da OMS, elabora uma campanha a cada
ano para alertar a população
sobre os avanços da doença.
O laço vermelho é símbolo
de solidariedade e de comprometimento
na luta contra a aids. O projeto do
laço foi criado em 1991, por
um grupo de profissionais de arte
de Nova Iorque, para homenagear amigos
que haviam morrido de aids. |
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PREMIAÇÃO
A
Sociedade Internacional de Psico-Oncologia está
aceitando indicações para o Prêmio
2009, em quatro categorias:
Arthur M. Sutherland Award - indivíduos
com reconhecimento internacional por seu trabalho
no campo da psico-oncologia; Bernard
Fox Memorial Award - membros da IPOS
ou da comunidade com expressiva contribuição
no campo da educação, pesquisa
ou liderança na área de psico-oncologia;
Noemi Fisman Award for Lifetime Clinical
Excellence - membros da IPOS ou comunidade
com reconhecida contribuição clínica
em psico-oncologia, os candidatos devem estar
trabalhando no mínimo 10 anos nesta especialidade;
Hiroomi Kawano New Investigator Award
– novos pesquisadores do campo da psico-oncologia,
que estejam realizando pós-graduação
ou especialização. A cerimônia
de entrega dos prêmios será realizada
durante o XI Congresso Mundial de Psico-Oncologia,
a ser realizado de 21 a 25 de junho de 2009,
em Viena. Detalhes no site do evento:
www.ipos-society.org/ipos2009. Data limite para
indicações aos prêmios:
19 de janeiro de 2009. |
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