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que
agrega valor inestimável ao nosso trabalho, junto à
alunos e clientes. Voltamos muito felizes da reunião.
No
último final de semana, participamos da celebração
do Dia Mundial sobre Hospices e Cuidados Paliativos, em apoio
ao evento promovido pela Associação Brasileira de
Cuidados Paliativos. O Dr. Eduardo Bruera, do M.D. Anderson, de
Houston, Texas, Estados Unidos, foi o destaque do evento. Ele
defendeu a importância de ampliar o alcance da informação
e da educação sobre cuidados paliativos, junto à
população geral, para conhecer seus direitos, e,
sobretudo entre os profissionais da saúde, aqueles que
têm poder de decisão sobre a implantação
e manutenção desses serviços nos hospitais,
sem esquecer a importância da formação do
profissional de saúde para atuar efetivamente na área.
O evento contou também com a presença de diversos
clínicos e pesquisadores brasileiros, que apresentaram
seus trabalhos e idéias sobre o tema.
A
resenha desta edição, de autoria de Gabriela Casellato,
destaca o livro Psicologia e Humanização. Gabriela
é co- autora de um dos capítulos, em parceria com
Cristiane Ferraz Prade e Ana Lucia Martins da Silva. Maria Helena
Franco e Fernanda Gouveia dividem outro capítulo, produzido
a partir da tese de doutorado de Fernanda (leia seção
produção científica).
Convidamos
nossos ex-alunos para o Reencontro no 4 Estações
– 10 anos. O evento será realizado no dia 13 de dezembro,
das 9 às 19 hs, em São Paulo. Na ocasião,
você terá a oportunidade de saber o que estudamos
e como aplicamos esses conhecimentos na prática; como estão
e o que têm feito nossos alunos, e o que fazemos para cuidar
de quem cuida de gente. Reserve a data, e não deixe a inscrição
para última hora. Venha comemorar conosco nossos 10 anos.
Leitores:
enviem suas opiniões e sugestões sobre o Boletim,
para que possamos aprimorá-lo e torná-lo um veiculo
de comunicação agradável e eficiente. O que
vocês acham de termos uma seção “cartas
do leitor”?
Boa
leitura!
Gabriela
Casellato,
Luciana Mazorra,
Maria Helena Franco,
Valéria Tinoco
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24
a 28/11. Estão
abertas as inscrições para a 1ª
fase do processo seletivo para o Curso de
Especialização e Aprimoramento: Teoria,
Pesquisa e Intervenções em Luto/2009.
As entrevistas serão realizadas de 01 a 12/12.
Os aprovados na primeira fase serão isentos
da taxa de inscrição para o curso. Em
fevereiro/2009 haverá uma segunda fase de seleção,
se houver vagas. |
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Dias
28, 29 e 30/11. Curso de Psicologia
em Emergências Pós Desastre - Módulo
1.
A experiência do 4 Estações
nesse campo é reconhecida dentro e fora do
país. Público-alvo: profissionais
e estudantes (último ano) da área
da saúde interessados em adquirir conhecimentos
e postura para lidar com crises desencadeadas por
situações de emergência na comunidade.
Vagas limitadas. Se você tem interesse em
conhecer ou trabalhar neste campo, inscreva-se já:
www.4estacoes.com – ou se preferir ligue para:
(11) 3891 2576. |
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Dia 13/12.
Nesta data, será realizado o Reencontro no
4 Estações – 10 anos. O evento
será realizado no dia 13 de dezembro, das 9
às 19 hs, em São Paulo. Anote em sua
agenda e inscreva-se! |
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NOVAS
PERSPECTIVAS
A Equipe de Oncologia da Faculdade de Medicina do
ABC oferece tratamento oncológico gratuito
à população, e participa de protocolos
de estudo de novos medicamentos para câncer
de pulmão e mama, conferindo uma nova perspectiva
aos pacientes com estas duas neoplasias. Informações
adicionais: (11) 4993.5491. Centro de Pesquisa em
Oncologia Av. Príncipe de Gales, 821, anexo
3, Santo André SP. |
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LANÇAMENTO
DE LIVRO Editora
Via Lettera e Livraria da Vila Lorena convidam para
o lançamento do livro Psicanálise
e Velhice – sobre a clínica do envelhecer,
de Dorli Kamkhagi. Dia 23 de outubro, das 19h00
às 22h00, Al. Lorena, 1731, Jardins, São
Paulo. Participe! |
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EXAMES
GRATUITOS
A Sociedade de Mastologia Regional
São Paulo e a Nova Medicina Diagnóstica,
por intermédio da União e Apoio no Combate
ao Câncer de Mama (UNACCAM) realiza mamografia
e exames radiográfico de pedidos encaminhados
pelo Serviço Único de Saúde (SUS).
Site: www.unaccam.org |
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Psicologia
e Humanização: Assistência aos
Pacientes
Graves
Organizadores: Knobel, E., Andreoli, P. & Erlichman,
M.
Editora Atheneu, São Paulo, 2008
O livro conta com a colaboração de vários
profissionais de saúde (médicos, psicólogos,
e fonoaudiólogos), que compartilharam suas
experiências no contexto hospitalar, e que buscam
e defendem o processo de humanização
da assistência aos pacientes graves. Trata-se
de uma proposta sensível e corajosa, pois aborda
temas pouco discutidos ainda hoje, dentro dos hospitais
e entre as equipes multidisciplinares.
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| O
enfoque é a abordagem psicológica
no cuidado aos pacientes graves, com especial
atenção ao impacto emocional do
adoecer e do morrer, para pacientes, familiares
e profissionais. A reflexão é
dirigida para clínicas específicas
(cardiologia, neurologia, transplantes, oncologia,
UTI e UTI Neonatal) com especificidades próprias
mas que têm muitos pontos em comum, entre
eles o complexo sofrimento dos pacientes ao
estresse do ambiente hospitalar. Evoca diferentes
settings e recursos psicoterapêuticos,
como a música e a brinquedoteca. Ainda
no processo de resgate da humanização,
não poderia ficar de fora, a reflexão
sobre religiosidade e as contribuições
de diferentes religiões no fortalecimento
do paciente e dos seus cuidadores no enfrentamento
do adoecimento e da morte. E por fim, convida
o leitor a refletir sobre o processo de luto
antecipatório diante da morte, sob diferentes
perspectivas. Nesta obra, podemos resgatar a
idéia de que humanizar é, a priori,
reconhecer e conhecer as nuances e a profundidade
do fenômeno em questão. Este é
o primeiro passo...um bom começo! (Por
Gabriela Casellato)
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| O
entrevistado desta edição
é o renomado psiquiatra Colin Murray
Parkes, consultor honorário do
St. Christopher´s Hospice de Londres
e membro do International Work Group on
Death, Dying and Bereavement (IWG), desde
sua fundação. A entrevista
foi concedida à psicóloga
Luciana Mazorra.
LM:
Dr. Parkes, o senhor poderia nos falar
um pouco sobre seu novo livro “Amor
e Perda”?
CP:
Amor e perda são dois lados da
mesma moeda, você não pode
ter amor sem o perigo de perder o que
você ama. Acredito que para entender
a natureza do amor e da perda, |
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| precisamos
entender como os apegos que fazemos ao longo
da vida afetam a forma que reagimos quando perdemos
as pessoas a quem estamos apegados.Trabalhei
com John Bowlby e seu grupo, os autores da Teoria
do Apego, uma área importante do pensamento
sobre como padrões de apego entre crianças
e pais colorem os apegos que farão mais
tarde na vida. Por exemplo, uma criança
que tem um padrão de apego muito inseguro
em relação à sua mãe
pode ser muito “grudada”, muito
dependente da mãe, por diversas razões.
Não quer dizer que não se amam.
Elas se amam muito, quase demasiado. Este comportamento
de “grudar” se mantém na
vida adulta como uma tendência a depender
de outras pessoas. Quando, mais tarde na vida,
você perde alguém que você
ama, você tem uma reação
extrema de luto prolongado. Minha pesquisa demonstrou
como os apegos estabelecidos na infância
predizem como as pessoas irão enlutar-se
na velhice. A pesquisa, baseada em pacientes
psiquiátricos enlutados que buscaram
minha ajuda como psiquiatra, confirma amplamente
esta idéia. Há dois tipos principais
de apego: o que podemos chamar de apego seguro,
que tende a aparecer quando a criança
tem pais suportivos, que a encorajam a brincar
e explorar o mundo e aprender, mas também
protetores quando precisam ser. Elas percebem
um equilíbrio entre proteção
e estímulo. Os apegos inseguros tendem
a fazer parte de uma de três categorias:
os “grudados”, que tendem a ter
mães muito ansiosas, que dão a
mensagem à criança “Você
não irá sobreviver se você
não ficar perto da mamãe”,
e que freqüentemente ignoram ou subestimam
a necessidade de autonomia da criança.
Se a criança tenta brincar ou fazer amigos
estão sempre preocupadas, dizendo: “Não
faça isso, não faça aquilo”.
A necessidade da mãe de controlar a criança
influencia o modo que a criança se vê
e isto persiste na vida adulta. Por outro lado,
você tem pais que não toleram a
proximidade, que inibem a necessidade da criança
de ficar junto deles, de aproximar-se e mesmo
de chorar. Podem ser muito intolerantes quando
a criança chora. Os comportamentos naturais
de apego, sorrir, querer proximidade, chorar
e seguir, tendem a ser inibidos e a criança
aprende a manter distância. O que se desenvolve
é uma personalidade evitativa. A criança
precisa dos demais para sobreviver, como todas
as crianças, mas também tem que
aprender a virar-se sozinha desde muito nova.
Há uma certa ambivalência. As crianças
evitativas relacionam-se com os demais de maneira
muito controladora, sempre querendo controlar
as outras crianças em torno delas. Tem
receio dos professores na escola, mas também
são rebeldes em relação
a eles. Elas crescem com uma visão desconfiada
do mundo: “As outras pessoas são
perigosas e é preciso controlá-las
ao invés de ser afetivo com elas.”
Na vida adulta, os apegos que estabelecem tendem
a ser conflituosos, eles também podem
não tolerar a proximidade. É interessante
como pais que não podem tolerar a proximidade,
tem filhos que aprendem a não se aproximar.
É o que fazem com seus companheiros,
com seus filhos e isso cria uma série
de problemas para eles. Quando perdem alguém,
podem parecer lidar muito bem no início,
mas tendem a apresentar dificuldades mais tarde.
Podem ter pesadelos e todo tipo de evidências
de que esta aparente indiferença aos
demais é na verdade superficial. Meus
estudos mostram que, especialmente entre os
enlutados que buscam ajuda psiquiátrica,
aqueles com uma relação de apego
evitativo sempre se culpam porque acreditam
que falharam nas suas relações,
porque não conseguiram se aproximar.
Então, estas questões precisam
ser reconhecidas e cuidadas na terapia.
Há
outra categoria, que é uma mescla das
duas anteriores. Você pode dizer que a
criança que tem apego excessivamente
próximo, aprende a lidar com a mãe
ficando próxima a ela, os evitadores
aprendem a lidar com a mãe mantendo distância,
mas, há uma outra categoria, o apego
desorganizado. Isto ocorre quando você
tem uma mãe cujos comportamentos são
conflituosos. Uma situação comum:
o filho nasce num momento em que a mãe
vive uma situação de luto. Às
vezes, ela está tão envolvida
com seu luto, que não pode nem mesmo
relacionar-se com seu filho -- e o negligencia.
Em outras situações torna-se ansiosa
e superprotetora. Então, a criança
não tem uma estratégia efetiva
para lidar com esta mãe. Às vezes,
o filho se aproxima da mãe e ela o protege,
outras vezes ela o repele. O resultado é
o que se chama de desamparo aprendido. A criança
cresce sem confiança na sua capacidade
de lidar com os demais e, tem poucas razões
para confiar nos demais. As duas coisas mais
importantes que temos que aprender na infância
é confiar em nós mesmos o suficiente
e confiar nos outros, e ter um bom equilíbrio
entre ambos. Estas crianças não
têm capacidade de confiar em si mesmas
e nos demais. Em momentos de estresse tendem
a ficar deprimidos, culpam-se, ficam ansiosos,
ficam cada vez mais desamparados. Não
é surpreendente que pessoas com apego
desorganizado sejam freqüentemente encontradas
em serviços psiquiátricos.
LM:
E também tendem a apresentar luto complicado?
CP:
Sim. Só outra coisa, o modelo que acabei
de apresentar não é imutável.
Estas influências da infância são
muito poderosas, mas experiências subseqüentes,
e, especialmente a experiência de relações
calorosas e suportivas podem desfazer grande
parte do prejuízo de uma infância
insegura.
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| CUIDANDO
DE QUEM CUIDAVA: As transformações
familiares diante de condições
crônicas incapacitantes na meia-idade
Fernanda Gouveia Paulino, psicóloga
fgouveiapaulino@uol.com.br
Este
trabalho, realizado a titulo de doutorado
em Psicologia Clínica na PUC-SP,
teve por objetivo compreender o impacto
das situações de cronicidade
na meia-idade, especialmente nos quadros
de incapacitação com necessidade
de reorganização do funcionamento
familiar. Optou-se por abordar especificamente
famílias em que houvesse filhos
dependentes e cujo portador de condição
crônica desempenhasse previamente
o papel de provedor e/ou cuidador familiar.
Foi realizada investigação
qualitativa da qual participaram oito
famílias. A coleta de dados incluiu
entrevista semi-estruturada, genograma
familiar e parte do instrumento Entrevista
Familiar Estruturada (EFE). Os dados obtidos
foram discutidos a partir da teoria sistêmica
sob uma perspectiva biopsicossocial, com
o levantamento dos principais aspectos
que permitiram a leitura da interligação
entre as esferas biológica, psicológica
e social.
Os resultados favoreceram a compreensão
das transformações familiares
diante de condições crônicas
incapacitantes em adulto de meia-idade.
Os quadros de incapacitação
exigem transformações que
atingem os ciclos de vida individuais
e familiares e assim interferem de forma
insidiosa na organização,
relacionamentos e funcionamento da família.
São requeridas substituições
e impostas mudanças que envolvem
perdas, com concomitante oferecimento
de cuidado. Quando quem adoece está
na meia-idade e centraliza as responsabilidades
na família, a desestabilização
do sistema é intensa e extensa
e atinge várias áreas.
A qualidade de relacionamento prévio
mostrou-se o fator mais significativo
para a flexibilidade familiar e adaptação
à condição. Foram
discutidas as características do
funcionamento familiar e repercussões
nos cuidadores. A discussão dos
resultados apontou para a necessidade
de atenção psicológica
às famílias em situação
de adoecimento crônico considerando
a estrutura e dinâmica familiar
e do momento de ciclo vital.
A compreensão aprofundada de cada
caso e de suas respectivas famílias
permitiu a elaboração de
reflexão sobre postura profissional,
critérios para a investigação
clínica e o alcance da psicologia
da saúde no oferecimento de intervenções
a famílias em situações
de adoecimento.
Palavras-chave: doença crônica,
incapacitação, funcionamento
familiar, teoria sistêmica, psicologia
da saúde. |
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