|
último dia 30/10, organizado por Claudia Bruscagim, Adriana
Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes. A obra
trata a questão da espiritualidade como uma poderosa dimensão
da experiência humana, por muito tempo deixada de lado na
prática clínica. Este livro facilitará aos
profissionais da saúde a inclusão e a compreensão
desse aspecto vital da vida de seus pacientes. Como se pode observar,
as produções bibliográficas mais recentes
têm nos oferecido amplas possibilidades de aprofundamento
e, talvez, o desejo de também escrever e trazer à
luz novas idéias e reflexões.
Logo
após a celebração do Dia Mundial de Hospices
e Cuidados Paliativos, os profissionais que atuam na área,
receberam com pesar o comunicado de falecimento do Prof. Vittorio
Ventafridda, ocorrido no último dia 23 de outubro, em Milão,
Itália. Por meio deste, apresentamos nossas condolências
à família e a todos os que puderam aprender com
ele, para benefício dos pacientes e familiares em cuidados
paliativos. Muitos profissionais brasileiros tiveram o privilégio
de estudar ou realizar estágios com o Prof. Ventafrida
no Instituto dei Tumori de Milano, e trouxeram seu conhecimento
para o Brasil. Temos certeza de que, quem o conheceu de perto
compartilha de nosso pesar e também de nossa admiração.
Ventrafrida foi um grande homem, médico e professor (veja
biografia).
Recebemos
algumas respostas à nossa "provocação".
Alguns leitores já nos escreveram (veja cartas do leitor).
Convidamos nossos leitores para que entrem neste bate-papo, contribuam
com críticas e sugestões. Por falar nisso, vamos
falar mais um pouco do evento a ser realizado para marcar os 10
anos de existência do 4 Estações. Esperamos
e queremos que esse encontro (na verdade, um re-encontro) seja
um dia repleto de alegria, conversas sobre a vida e os projetos,
e sobretudo, um dia para matar saudade de velhos e bons amigos.
Para que possamos organizar adequadamente este evento, convidamos
e solicitamos aos ex-alunos do 4 Estações que inscrevam-se
o mais rápido possível, pois temos poucas vagas.
Visando ampliar seu campo de estudo e conhecimento em temas de
nosso interesse, apresentamos a vocês alguns sites de organismos
internacionais. Na próxima edição traremos
outros endereços e serviços de referência
no país. Caso você queira compartilhar sites, estudos,
indicações de livros, filmes e artigos relevantes,
entre em contato conosco. Sua colaboração será
bem-vinda!
Gabriela
Casellato,
Luciana Mazorra,
Maria Helena Franco,
Valéria Tinoco
| |
| |
|
|
24
a 28/11. Curso
de Especialização e Aprimoramento: Teoria,
Pesquisa e Intervenções em Luto/2009.
As inscrições para a primeira fase do
processo seletivo já encontram-se abertas.
De 01 a 12/12 serão realizadas as entrevistas
com os candidatos. Os aprovados na primeira fase serão
isentos da taxa de inscrição para o
curso. Haverá segunda fase de seleção,
em fevereiro/2009, se houver vagas. |
| |
|
|
Dias
28, 29 e 30/11. Curso de Psicologia
em Emergências Pós Desastre - Módulo
1.
Profissionais e estudantes (último ano) da
área da saúde interessados em adquirir
conhecimentos para lidar com crises desencadeadas
por situações de emergência
na comunidade, não podem perder esta oportunidade.
Vagas limitadas. Inscreva-se no site do 4 Estações
ou se preferir ligue para: (11) 3891 2576. |
| |
|
 |
Dia 13/12.
Reencontro no 4 Estações - 10
anos. O evento será realizado no dia
13 de dezembro, das 9 às 19 hs, em São
Paulo. Nesta data, você terá a oportunidade
de saber o que estudamos e como aplicamos esses conhecimentos
na prática; o que têm feito nossos alunos,
e o que fazemos para cuidar de quem cuida de gente.
Reserve a data, venha comemorar conosco. Não
deixe de se inscrever! |
| |
|
|
| |
| |
|
|
À
equipe do 4 Estações Instituto de Psicologia
Lendo
este último Boletim, fiquei pensando o quanto
esta ferramenta veio complementar o trabalho que
vocês já realizam, de levar informações
aos profissionais que atuam com os temas abordados
pelo 4 Estações e profissionais que
se interessam pelos mesmos. A meu ver, as informações
contidas nos boletins são importantes, passadas
de forma clara e eficiente, o que torna esta ferramenta
em um ótimo veículo de informação.
Além disso, gosto da forma como ele é
escrito, me sinto próxima a vocês...
Acredito que o fazem com muito carinho.
Sobre a seção carta do leitor, acho
uma ótima idéia. Será mais
uma possibilidade de interação entre
os diversos profissionais interessados nos temas
abordados pelo Boletim. Por fim, quero parabenizar
pela iniciativa de criar este meio de comunicação,
parabéns!
Abraços,
Flávia Sayegh
flavinharibeiros@hotmail.com
|
| |
|
|
|
 |
| |
 |
| |
MORTE
E EXISTÊNCIA HUMANA: Caminhos de Cuidados e
Possibilidades de Intervenção
Série
Fundamentos de Psicologia. Coordenação
de Kovács, MJ e organização de
Silvares, E. F. M., Assumpção, F. B.,
Priszkulnik, L. Ed. Guanabara/Koogan, Rio de Janeiro,
2008
Esta
publicação introduz um tema imprescindível
para a formação de alunos e profissionais
das áreas da saúde e educação
do país: a morte como parte da vida. Trata-se
de um tema ainda visto com muita resistência
e preconceito, em especial na sociedade ocidental.
O livro foi organizado a partir de estudos realizados
por alunos de Pós-Graduação do
Instituto de |
|
Psicologia da Universidade de São Paulo
sobre o assunto, e tem como proposta apresentar
a morte dentro do contexto da vida, e como a perspectiva
de finitude pode, inclusive, conferir sentido
à própria existência. A obra
contempla ainda, a importância do cuidado
em situações de perda e morte, dando
ênfase ao acolhimento e à minimização
do sofrimento nas várias esferas do existir
humano; propõe discussões sobre
formas de enfrentamento do HIV/aids; o diálogo
sobre a morte com adolescentes; o impacto da menopausa
para a mulher; o cuidado com idosos diante do
envelhecimento; perdas decorrentes de mutilações
e suas conseqüências na identidade
do sujeito. Os autores abordam ainda um tema permeado
de estigma e preconceito, o suicídio, e
sua repercussão nos profissionais de saúde.
Trata-se de uma obra abrangente que, além
de discutir temas de absoluta relevância,
traz contribuições em termos de
atividades didático-culturais e recursos
comunitários passíveis de serem
empregados de forma criativa para melhoria da
qualidade de vida dos pacientes. Este livro nos
oferece uma oportunidade de reflexão sobre
a humanização do cuidado - não
apenas em relação aos pacientes,
mas também para com os profissionais da
área da saúde -, nos convida a refletir
sobre a sociedade que nega e interdita a morte
e, por fim, defende a educação para
a morte como uma necessidade inadiável
na formação de profissionais de
Saúde e Educação. O conteúdo
e a amplitude desta obra reflete a trajetória
de Maria Júlia Kovács, seus alunos
e parceiros, em busca de novos paradigmas - mais
integrados e humanos. |
| |
 |
| Para
esta edição, entrevistamos
a Profa. Maria Julia Kovács, coordenadora
da publicação "Morte
e Existência Humana: Caminhos de
Cuidados e Possibilidades de Intervenção",
professora do Instituto de Psicologia
da USP e coordenadora do LEM - Laboratório
de Estudos sobre a Morte.
4
E: Como surgiu a idéia
do livro?
MJK:
A idéia do livro surgiu a partir
do convite que recebi da Editora Guanabara
Koogan. Pensei que poderíamos atualizar
os trabalhos dos orientandos, agora
mestres e doutores, do Programa de Psicologia
Escolar e Desenvolvimento
Humano do Instituto de Psicologia |
|
|
|
da USP. Pedi que cada um dos autores selecionados
escrevesse um capítulo baseado em sua
dissertação ou tese, acrescentando
um capítulo relacionado a intervenção
psicológica. A publicação
engloba vários temas relacionados aos
estudos sobre a questão da morte e do
morrer.
4
E: Como você avalia o desenvolvimento
dos cuidados e das intervenções
em
situações de morte e luto no Brasil
na última década?
MJK:
Os estudos e cuidados psicológicos às
pessoas vivendo situações de perda
e morte teve um grande incremento no Brasil,
tanto no atendimento às pessoas em instituições
de saúde e educação quanto
nos consultórios. Vejo também
que estamos construindo um saber na área
de atendimento a pessoas em acidentes e catástrofes.
4 E: Como você avalia
futuros direcionamentos para pesquisa e intervenção
nesta área?
MJK:
Temos que criar mais cursos na graduação
de profissionais de saúde,
implementar discussões e capacitação
em instituições de saúde
e educação, abrir mais vagas nos
cursos de pós-graduação
para formação de pesquisadores
na área e ampliar o intercâmbio
com outros países também como
parceiros em pesquisas
multicêntricas. |
| |
 |
| O
eu em ruína: um estudo sobre a
perda
Eliane Michelini Marraccini
emarra@terra.com.br
O
tema de investigação desta
pesquisa clínica em psicanálise,
para obtenção do título
de doutor em Psicologia Clínica
pela PUC-SP, é o estudo da difícil
condição psíquica
de algumas pessoas após enfrentarem
a perda junto a um ser amado, tema que
há algum tempo despertava meu interesse
de estudo. Na prática clínica
pude conferir que pacientes se apresentavam
para atendimento em séria condição
psíquica e em estado depressivo
de difícil superação,
o que por vezes vinha se estendendo havia
anos. Era necessário investigar
a característica da perda que os
revelava sem sustentação
interna para enfrentar e concluir o luto,
o que conduziu ao estudo da natureza e
das condições do vínculo
com esse ser amado, sentido como tão
absolutamente necessário.
A pesquisa clínica, realizada sob
orientação do Prof. Dr Manoel
Tosta Berlinck, norteou-se pela hipótese
inicial de que nestes pacientes teria
ocorrido não apenas uma regressão,
mas uma desmontagem do esquema defensivo
erigido pelo eu com o propósito
de manter, de modo subjacente e acobertado,
as falhas da estruturação
psíquica do sujeito. Assim, o colapso
a partir da perda objetal, fosse por morte,
ruptura ou grande decepção
com o ser amado, colocava em primeiro
plano os conflitos não superados
junto ao objeto primário.
O
método utilizado foi a construção
de um caso clínico, a fim de buscar
a metapsicologia em germe que ali se encontrava,
consonante com uma pesquisa no âmbito
da Psicopatologia Fundamental. A investigação
teve por base, fundamentalmente, os esquemas
conceituais psicanalíticos de S.
Freud, M. Klein e D.W. Winnicott, pela
perspectiva que ofereciam para o estudo
do luto impossível e o conseqüente
estado de ruína pessoal em que
a paciente estudada se encontrava. Deste
modo, foi imperativo o estudo de noções
como o narcisismo, o processo identificatório
e as características do processo
de luto.
Como
resultado, foi possível conferir
que o acometimento melancólico
que produzia idéias suicidas na
paciente encontrava-se relacionado não
apenas a perdas objetais, mas ainda mais
primordiais eram as perdas narcísicas
sem chances de elaboração
psíquica, em função
das falhas desde os estágios primitivos
de sua constituição subjetiva.
Palavras-chave:
Perda, luto, narcisismo, identificação,
melancolia. |
|
| |
 |
 |
Conheça
um pouco da origem desta data
Desde
os primórdios do Cristianismo,
os entes queridos falecidos sempre tiveram
lugar nas missas. No século IV,
já encontra-se referências
à memória dos mortos durante
a celebração de missas.
No século V, a Igreja dedicou um
dia por ano para rezar por todos os que
se foram. No século VII, na |
|
Irlanda, escreviam-se os nomes dos mortos
em rolos, que circulavam nos monastérios
e comunidades, como uma forma de informar
sobre o falecimento de autoridades da igreja
e da sociedade local. Dessa tradição
surgiram as necrologias e obituários.
A partir do século XI, os Papas Silvestre
II (1009), João XVIII (1009) e Leão
IX (1015) instituem a obrigatoriedade de
se dedicar um dia por ano aos mortos. Desde
o século XIII, essa data tornou-se
o dia 2 de novembro. O dia 1º de novembro
é dedicado a Todos os Santos, homenagem
aos que morreram em estado de graça
e não foram canonizados, e o dia
seguinte, passou a ser o Dia de Todos os
Mortos. Este feriado é universal,
data em que cada comunidade homenageia seus
mortos conforme sua cultura e tradição.
(Adaptado do site www.quediaehoje.net). |
|
| |
 |
| Nota
de Falecimento
Prof
Vittorio Ventafridda, nascido em Rogogna
(Udine), Itália, em 29 de Outubro
de 1927, formou-se em Medicina na Universidade
de Pavia, em 1952. Desde 1958, no Instituto
de Tumores em Milão, ocupou cargos
de destaque, a princípio na área
de anestesiologia e, de 1971 a 1993, como
Diretor do Serviço de Dor e Cuidados
Paliativos. Uniu experiência acadêmica,
clínica e de pesquisa, tendo atuado
também junto à Organização
Mundial de Saúde como Diretor do
Grupo de Colaboração do
Programa de Controle da Dor por Câncer
de 1983 até sua morte. Foi membro
fundador da Associação Internacional
para o Estudo
da Dor (IASP), da
Associação
|
|
|
Italiana
para o Estudo da Dor (AISD), da Sociedade Italiana
de Psico-Oncologia, da Sociedade Italiana de Cuidados
Paliativos e da Associação Européia
de Cuidados Paliativos (EAPC), da qual foi Presidente
honorário. Recebeu prêmios importantes
pela sua contribuição à área
de Cuidados Paliativos e publicou mais de 200
artigos sobre temas como a dor, farmacologia,
cuidados paliativos e dor. É co-autor de
vários livros sobre dor de câncer
e entre suas obras destaca-se a WHO´s Ladder
on Câncer Pain Management, traduzida para
mais de 28 idiomas e aplicada em todo o mundo.
Faleceu dia 23 de outubro de 2008, no Hospice
Pio Albergo Trivulzio em Milão. Seus funerais
ocorreram no sábado, dia 25 de outubro,
na capela do mesmo hospice. |
| |
|
|
|