|
pelo
muito que faz há anos pela área de Cuidados Paliativos
no Brasil.
Nestes dez anos de existência
do 4 Estações Instituto de Psicologia, tivemos oportunidade
de conhecer pessoas muito dedicadas a aprender e desenvolver habilidades
do trato das questões do luto, que nos procuraram em busca
de conhecimento. Começamos com cursos breves até
chegarmos ao curso de especialização e aprimoramento,
que em 2009 iniciará sua 6ª turma. Além dele,
também os cursos oferecidos no mês de julho têm
atraído para São Paulo muitos profissionais dos
mais diversos lugares do Brasil, assim como cursos temáticos,
focalizados em um aspecto bem delimitado do luto. Achamos que
chegou a hora de um reencontro e é o que nos propomos a
fazer, dia 13 de dezembro de 2009. Queremos saber o que nossos
ex-alunos estão fazendo, quais são suas realizações,
seus projetos. Desse reencontro, nascerá um projeto que
vem sendo gestado com carinho nas nossas reuniões científicas.
Sim! Nós continuamos estudando! Temos nos reunido sistematicamente
para discutir o conceito de luto complicado, que poderá
ser sucedido por outro tema que desperte nosso interesse em conhecer
melhor, para levar aos nossos alunos melhores possibilidades de
compreensão e aplicação na clínica
e na pesquisa.
Portanto, se você é
ex-aluno do 4 Estações, reserve a data em sua agenda:
13/12/2008. Nas próximas edições do Boletim
Eletrônico você saberá mais.
Até breve!
Gabriela
Casellato,
Luciana Mazorra,
Maria Helena Franco,
Valéria Tinoco
|
|
| |
|
|
De
24 a 28 de Novembro
fique
atento (a): terá início
a 1ª fase (inscrições) do processo
seletivo para o Curso de Especialização
e Aprimoramento: Teoria, Pesquisa e Intervenções
em Luto/2009. As entrevistas seletivas serão
entre os dias 01 a 12/12 e os resultados serão
informados, para matrícula, de 15 a 19/12.
A 2ª fase da seleção, se houver
vagas, terá início em 02/02/2009. |
| |
|
|
Dias
28, 29 e 30/11 Curso
de Psicologia em Emergências - Módulo
1.
Se você tem interesse em conhecer ou trabalhar
neste campo, não perca esta oportunidade.
Informações adicionais no site do 4
Estações |
| |
|
|
|
 |
| |
 |
|
O
livro Dudu vai ao hospital: compartilhando
vivências de crianças com câncer,
de Lana Veras de Carvalho (Teresina, Ed. Halley, 2006),
fala à criança com câncer sobre
seu tratamento usando uma linguagem simples e direta,
sendo um bom instrumento para ajudar na comunicação
entre adultos e crianças acerca desta experiência.
Seu diferencial está na preocupação
da autora em contextualizar os aspectos de saúde,
diagnóstico e tratamento do câncer na realidade
sócio-cultural do nordeste brasileiro. |
| Trata-se
de um livro único, que favorece a
identificação das crianças
desta região com os personagens da história, ajudando-as
a sentirem-se reconhecidas e apoiadas.
As ilustrações de Meire Fernandes
permitem uma comunicação próxima
ao universo da criança e são esteticamente
perfeitas para esse objetivo. (resenha por Valéria
Tinoco) |
 |
|
|
|
HOSPICE
E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DIREITO HUMANO.
Este
é o tema do Dia Mundial dos Hospices
2008, a ser celebrado em 11 de
outubro. A data foi instituída
para que profissionais envolvidos no movimento
hospice possam compartilhar informações
e idéias para ampliar seu campo
de ação. Trata-se também
de uma oportunidade para sensibilizar
e apresentar ao público leigo esta
importante iniciativa. Todos os anos cerca
de 70 países participam das atividades
por meio de campanhas, mobilizações
políticas e debates públicos.
A Associação Brasileira
de Cuidados Paliativos promoverá
um evento, no dia 11 de outubro, em São
Paulo, para marcar esta data. O encontro
contará com o apoio do 4 Estações
Instituto de Psicologia e do LELu- Laboratório
de Estudos e Intervenções
sobre o Luto, da PUC-SP.
Informe-se: www.worldday.org/partners.asp
e www.cuidadospaliativos.com.br. As vagas
são limitadas. Inscreva-se gratuitamente
em secretaria@cuidadospaliativos.com.br
CONCURSO
DE DESENHO. O
Centro de Oncologia e Hematologia do DISTRITO
FEDERAL (ONCOCENTER) está promovendo
seu 1º Concurso de Desenho, cujo
vencedor terá sua obra eleita como
Logomarca da Caminhada “Câncer
Tem Cura”. Esta será realizada
no próximo dia 09 de novembro,
por ocasião das celebrações
alusivas ao primeiro aniversário
do Oncocenter do Hospital Santa Helena,
Brasília, DF. Inscrições:
de 10/09 a 09/10. O vencedor será
anunciado no dia 15/10. Informações
sobre normas e critérios para participação:
(61) 3215–0200 e 3215 -0250. |
| |
|
|
 |
O
PROCESSO DE LUTO NA INTERRUPÇÃO
DA GESTÃO POR FETO ANENCÉFALO.
Jorge
Ramalho do Carmo (jorge_ramalho@uol.com.br)
Mestrado em Psicologia Clínica, PUC-SP,
2008
No processo de luto não reconhecido
existe pouca ou nenhuma oportunidade
de expressão pública para
facilitar o processo de luto, com poucas
chances de compartilhamento do pesar. As
patologias fetais incompatíveis com
a vida fora do útero são perdas
que se concretizam durante a gestação
ou logo após o parto, não
sendo consideradas socialmente significativas,
pois é como se a mãe não
tivesse tempo de vincular com o bebê.
Esta pesquisa teve por objetivo analisar
e compreender o processo de luto por meio
de um estudo de caso relacionado à
interrupção da gestação
por feto anencéfalo, identificando
características e particularidades
como a posição da Igreja e
do apoio familiar e social neste tipo de
perda. Foi realizado num hospital da rede
pública em São Paulo. A participante
foi uma mulher que interrompeu a gestação
de feto anencéfalo, entrevistada
a partir de um roteiro semi-estruturado.
Por meio da análise de conteúdo,
as informações foram discutidas
e o processo de luto foi caracterizado a
partir da peculiaridade da perda por anomalia
fetal letal e interrupção
da gravidez. Observou-se que as características
da história da gestação
influenciam no desenvolvimento do processo
de luto, bem como a dificuldade dos profissionais
de saúde no manejo de pacientes nesta
situação. Desde o diagnóstico
até o período de internação
existe uma lacuna na assistência que
deixa a mulher sem orientação
e suporte emocional frente a essa perda.
O luto não reconhecido tem, então,
sua sintomatologia intensificada, sofrendo
influências do tipo de apoio que a
família consegue oferecer e também
de como se caracteriza o apoio religioso.
Este estudo possibilitou perceber carências
na assistência a essas mulheres, em
seu processo de luto não reconhecido.
Fatores determinantes da realidade brasileira
incluem o apoio da igreja, a postura dos
profissionais de saúde dos serviços
de referência, o apoio familiar e
a estrutura da pessoa. Refletir a respeito
destes tópicos é uma possibilidade
de se pensar na qualidade da assistência
a estas mulheres e da continuidade do apoio
durante o processo de luto. |
|
| |
|
|
|