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elaborado como dissertação de mestrado em Psicologia
Clínica, aborda o impacto de um evento traumático
sobre o mundo presumido de cada um de nós. A autora desenvolveu
um instrumento importante para esse diagnóstico e seu trabalho
oferece oportunidade para ampliar nosso conhecimento sobre a experiência
do luto traumático.
Ainda
neste mês, mais exatamente no dia 11 de outubro, será
comemorado mundialmente o Dia dos Hospices e Cuidados Paliativos.
Como informamos nas edições anteriores, o 4 Estações
Instituto de Psicologia apóia a iniciativa da Associação
Brasileira de Cuidados Paliativos, no evento que será realizará
no Hotel Renaissance, em São Paulo, nessa data. Se você
ainda não se inscreveu, faça-o já, ou perderá
a oportunidade de se aliar a este grupo que busca sensibilizar,
educar e formar profissionais neste campo do conhecimento. Informações
adicionais nos sites: www.worldday.org/partners.asp e www.cuidadospaliativos.com.br
Neste
momento, enquanto preparamos este boletim, Luciana Mazorra e Maria
Helena Franco se encontram em Provincetown, Massachusetts, Estados
Unidos, para a semana do encontro do International Work Group
on Death, Dying and Bereavement (IWG). Segundo notícias
enviadas por elas, o evento está propiciando grandes discussões,
compartilhamento de conhecimentos sobre o tema, além de
ser uma oportunidade de encontrar velhos amigos, pesquisadores
que respeitamos, profissionais que admiramos, muitos dos quais
estiveram conosco em São Paulo, em junho de 2007, quando
o 4 Estações realizou a II Jornada Internacional
sobre Luto e Cuidados Paliativos, e sediou a reunião do
IWG no Brasil. Durante esta semana, estamos entrevistando renomados
pesquisadores do IWG, alguns deles vocês conhecem por meio
de suas publicações, jornadas e congressos. Na próxima
edição, em homenagem ao Dia dos Professores, apresentaremos
a primeira desta série de entrevistas, com um pesquisador
pra lá de especial – quem será? Não
percam!
Até
breve!
Gabriela
Casellato,
Luciana Mazorra,
Maria Helena Franco,
Valéria Tinoco
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Novembro
Fique
atento (a): este mês terá início
a 1ª fase do processo seletivo para o Curso
de Especialização e Aprimoramento: Teoria,
Pesquisa e Intervenções em Luto/2009. |
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Dias
28, 29 e 30/11 Curso
de Psicologia em Emergências - Módulo
1. Se
você tem interesse em conhecer ou trabalhar
neste campo, não perca esta oportunidade.
Atualize-se: www.4estacoes.com
ou se preferir ligue para:
(11) 3891 2576 |
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Dia
13/12.
Nesta data, será realizado um encontro
com ex-alunos, das 9 às 18h, local
a ser definido, para celebrar o 10º aniversário
do 4 Estações. O programa contará
com palestras e atividades a serem realizadas por
psicólogos do instituto, além de apresentação
de pesquisas e experiências de ex-alunos da
casa. Em breve, mais informações em
nosso site. |
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Temas
em Psico-Oncologia
Vicente Augusto de Carvalho, Maria Helena Pereira
Franco, Maria Júlia Kovács, Rita de
Cássia Macieira, Maria Teresa Veit, Regina
Paschoalucci Liberato, Maria Jacinta Benites Gomes
e Luciana Holtz de Camargo Barros (orgs.)
Editora Summus e Sociedade Brasileira de Psico-Oncologia
Este
livro reúne, de forma abrangente e profunda,
temas atuais de uma área que - como fica claro
nesta obra - no Brasil já construiu um corpo
respeitável de conhecimentos e pode refletir
sobre a prática. Partindo da definição,
conceituação e abrangência do
campo da |
| Psico-Oncologia,
a publicação está organizada
a partir dos seguintes eixos: definições,
principais sítios, diagnósticos,
prevenção e formas de tratamento
do câncer; aspectos psicossociais (qualidade
de vida, enfrentamento, psiconeuroimunologia,
aspectos psiquiátricos); intervenções
psico-sociais (cuidados paliativos, psicoterapia,
famílias, comunicação, morte,
luto, entre outros); outras especialidades integradas
ao tratamento (nutrição, fisioterapia,
terapia ocupacional, fonoaudiologia); psico-oncologia
pediátrica; equipe multidisciplinar; outros
temas (como questões legais, pesquisa,
uso da internet por pacientes e por profissionais
da saúde). No final, o livro apresenta
uma profunda análise sobre o que já
foi realizado e as perspectivas que se abrem no
Brasil. Os autores, provenientes de diversos estados
do Brasil, representam as diversas áreas
do conhecimento e da prática, que fazem
da Psico-Oncologia uma área, de fato, multidisciplinar
e multiprofissional, o que confere ao livro o
perfil de um verdadeiro tratado, que sem dúvida
será uma referência para os leitores
de língua portuguesa que queiram conhecer
em profundidade o tema da Psico-Oncologia.
(resenha por Maria Helena Pereira Franco) |
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| HOSPICE
E CUIDADOS PALIATIVOS: UM DIREITO HUMANO.
Este
é o tema do Dia Mundial dos Hospices
2008, a ser celebrado em 11 de outubro.
A data foi instituída para que
profissionais envolvidos no movimento
hospice possam compartilhar informações
e idéias para ampliar seu campo
de ação. Trata-se também
de uma oportunidade para sensibilizar
e apresentar ao público leigo esta
importante iniciativa. Todos os anos cerca
de 70 países participam das atividades
por meio de campanhas, mobilizações
políticas e debates públicos.
A Associação Brasileira
de Cuidados Paliativos promoverá
um evento, nos dias 10 e 11 de outubro,
em São Paulo, para marcar esta
data. O encontro contará com o
apoio do 4 Estações Instituto
de Psicologia e do LELu- Laboratório
de Estudos e Intervenções
sobre o Luto, da PUC-SP. Informe-se: www.worldday.org/partners.asp
e www.cuidadospaliativos.com.br
NOITE
DE AUTÓGRAFOS.
No
próximo dia 14 de outubro, das
19 às 22 horas, será lançado
o livro Temas em Psico-Oncologia (seção
resenha). Local: Livraria Cultura do Shopping
Villa Lobos, em São Paulo.
RELEMBRANDO
PERDAS PRÉ-NATAIS E DE BEBÊS.
Todo
ano, no dia 15 de outubro, o mundo é
convidado a acender uma vela em memória
das crianças que faleceram em decorrência
de aborto ou morreram logo após
o nascimento. A data, reconhecida pelo
Congresso dos Estados Unidos, foi criada
para promover apoio, educação
e conscientização de pais
que sofrem ou podem conhecer alguém
que tenha sofrido um aborto, uma gravidez
ectópica, ou a perda de um bebê,
e que vivem situações de
luto, em âmbito nacional e mundial.
Dados do Center of Disease Control (CDC,EUA)
apontam que em 1996, 983,000 crianças
morreram por aborto ou morte precoce;
em 1995, 15.7% das gestações
terminaram em morte fetal, nos Estados
Unidos. Acenda sua vela às 19h
(hora local), deixe queimando por uma
hora, com isso será criada uma
onda de luz em todo o planeta. Mais informações:
www.october15th.com |
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| João
tem duas casas. Mais que respostas, traz
questões e conflitos comumente
vividos pela criança e pelos pais
que se separam (Saint Mars, D; Block,
S. São Paulo: Companhia das Letrinhas,
1999).
Dois de cada. Apresenta de uma maneira
divertida a idéia de que a separação
dos pais pode ser a melhor solução
para algumas famílias (Babete Cole,
São Paulo: Ática, 2002)
Isabel Linhares e Alcy Linhares propõem
um livro sem texto e com muitas ilustrações
em Papai e mamãe estão se
separando! E apresenta cenas e reações
comuns numa família cujo casal
está se separando (São Paulo:
Salamandra, 2005).
Duas
casas e uma mochila. Traz o assunto a
partir da perspectiva de Clara, uma menina
cujos pais decidem se separar (Sônia
Mendes e Jana Magalhães, Rio de
Janeiro: Mar de Idéias, 2008).
Em Conta de Novo: A história da
noite em que eu nasci, uma criança
adotiva pede aos seus pais que lhe contem
novamente como veio ao mundo e como eles
se tornaram seus pais (Jamie Lee Curtis
e Laura Cornell, São Paulo: Salamandra,
2005)
De maneira muito afetiva, o livro Então
você chegou... conta a história
de um casal que não pode ter filhos
e adota uma criança. Um jeito delicado
de abordar esta nova formação
de vínculos (Anette Hildebrandt
e Almud Kunert,São Paulo: Companhia
das Letras, 2006) |
 |
O
Antes e Depois do TRAUMA: Vivência
Traumática e o Mundo Presumido.
Claudia
Gregio (claudiagregio@uol.com.br)
Mestrado em Psicologia Clínica, PUC-SP
A vivência de um estressor traumático
pode levar ao desenvolvimento do Transtorno
de Estresse Pós-Traumático
(TEPT), definido por um quadro característico
de sintomas que persiste por mais de um
mês. A gravidade do TEPT está
correlacionada à avaliação
subjetiva da situação, vinculada
à capacidade pessoal de lidar com
traumas, a qual é modelada, entre
outras coisas, pela visão subjetiva
da realidade, dos outros e de si mesmo,
o que é denominado, segundo Parkes
(1998), de Mundo Presumido (MP). Este conceito
está baseado no Modelo Operativo
Interno da Teoria do Apego de John Bowlby,
base teórica da análise deste
estudo.
Este trabalho tem como objetivo estudar
a relação entre Mundo Presumido
e TEPT, em indivíduos submetidos
a uma situação por eles definida
como traumática. Por meio do método
qualitativo, e buscou-se descrever e compreender
o fenômeno . Foram realizadas duas
entrevistas semi-dirigidas: uma para identificar
o quanto o participante foi afetado pelo
trauma, e outra para abordar questões
relativas à aspectos do MP.
A situação traumática
eleita foi um acidente de ônibus ocorrido
em 2004, em São Paulo (Brasil). Os
participantes foram duas mulheres, uma presente
no acidente (vítima direta), e outra
enlutada pela perda do pai no acidente (vítima
indireta).
Ambas as participantes desenvolveram o TEPT
e apresentaram sérias modificações
em seu MP, principalmente relacionadas à
quebra dos mitos de segurança, invulnerabilidade,
imortalidade e controlabilidade. Após
uma experiência traumática
a realidade subjetiva é modificada.
Altera-se a visão de si, do outro
e do mundo, trazendo, de maneira violenta,
a necessidade de se abrir mão de
um MP mais feliz, tranqüilo e seguro
para um mundo cruel e sem garantias. A dor
pela perda do MP é expressa através
dos sintomas de TEPT, que procuram integrar
o terror da vivência traumática
a história de vida, exigindo uma
alta capacidade de elaboração.
Palavras-Chave: Stress, Transtorno de Estresse
Pós-Traumático, Mundo Presumido,
Luto. |
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